Guia de fundos

Consulte o nosso Guia de Fundos e torne-se também um especialista em investimentos. Caso pretenda algum esclarecimento adicional pode consultar a nossa área de Pesquisa.

Conceitos Genéricos

O Que é um Organismo de Investimento Colectivo?

Organismo de Investimento Colectivo, é uma instituição dotada ou não de personalidade jurídica, que tem como objectivo o investimento colectivo de capitais obtidos junto do público, cujo funcionamento se encontra sujeito a um princípio de divisão de riscos e à prossecução do exclusivo interesse dos Participantes.

Em Portugal são exemplo de OIC: os Fundos de Investimento Mobiliário, os Fundos de Investimento Imobiliário, os Fundos de Pensões e os Fundos de Capital de Risco.

O que é um Fundo de Investimento?

Um Fundo é um Organismo de Investimento Colectivo, ou seja, é um conjunto de valores mobiliários pertencentes a uma pluralidade de pessoas - os participantes - geridos por uma sociedade gestora e comercializados por um ou mais bancos. O Fundo é pois, um património comum em que cada participante é titular de uma quota parte dos valores que o integram.

O que é um Fundo de Investimento Mobiliário?

Trata-se de um produto financeiro para a aplicação das poupanças alternativo aos depósitos bancários e ao investimento directo nos mercados de capitais, tendo a vantagem de ser acompanhado e gerido por profissionais especializados de uma Sociedade Gestora de Fundos de Investimento - SGFIM.  São fundos que efectuam as seus investimentos fundamentalmente em valores mobiliários transaccionáveis, cotados ou não cotados. Ao conjunto de valores que constituem o património de um fundo chama-se carteira.
 

A Gestão de Fundos de Investimento Mobiliário

A Gestão dos fundos de investimento é feita por Sociedades Gestoras, que são intermediários financeiros e que actuam por conta e no interesse exclusivo dos participantes. Nos fundos mobiliários, as sociedades gestoras podem subcontratar a actividade de gestão do fundo, mas continuam a ser responsáveis perante os investidores pela boa gestão do fundo.  

Funções da sociedade gestora

As sociedades gestoras de fundos de investimento (SGFIM) têm como objecto social a gestão e administração do património dos fundos de investimento. Para garantia dos investidores, estão sujeitas à supervisão do Banco de Portugal e da Comissão de Mercados de Valores Mobiliários (CMVM).

As funções da sociedade gestora incluem:

• Redigir os prospectos (completos e simplificados) dos fundos de investimento mobiliário.
• Definir a política de investimentos dos fundos.
• Executar a política de investimentos, transmitindo ao depositário quais os títulos a comprar e vender.
• Realizar o cálculo diário do valor liquidativo dos fundos mobiliários, anunciando o valor unitário das UP’s.
• Realizar a gestão de subscrições e reembolsos dos participantes.
• Responsabilizar-se pela contabilidade dos fundos.
• Divulgar todas as informações legalmente exigidas, nomeadamente à CMVM e ao Banco de Portugal.

Remuneração da sociedade gestora

As SGFIM são remuneradas através das comissões de subscrição, resgate e gestão, sendo as comissões de subscrição e resgate cobradas no momento de constituição e liquidação da aplicação, respectivamente. A comissão de gestão é calculada diariamente face ao volume sob gestão do fundo, sendo paga à sociedade gestora numa base regular, geralmente anual.

Contratação de um banco depositário

A sociedade gestora é obrigada a contratar um Banco Depositário, autorizado pelo Banco de Portugal a operar no nosso mercado, que por sua vez garante a custódia dos títulos que compõem as carteiras de investimentos dos fundos, podendo também gerir a liquidez destes. O banco depositário é remunerado através de uma comissão, designada comissão de custódia ou de depósito, a qual é paga directamente pelos fundos. Tal como acontece com a comissão de gestão, também a comissão de depósito é calculada diariamente em percentagem do valor de cada fundo, e recebida regularmente pelo banco depositário.

Porque investir em Fundos de Investimento Mobiliário

Quais os riscos de investir em fundos

Ao investir em fundos, os investidores assumem riscos idênticos, todavia de menor dimensão, aos que assumiriam se optassem pelo investimento directo nos activos que integram o património dos fundos, dado que esse risco se dispersa pelos vários tipos de activos.

Quais as Vantagens

Os fundos de investimento são a opção mais flexível para rentabilizar patrimónios e poupanças, oferecendo um leque extenso de alternativas de investimento. Um fundo de investimento concentra a poupança de muitos investidores, permitindo a cada um obter as vantagens acessíveis apenas aos grandes investidores:

Diversificação
Diversificar e optimizar as suas poupanças de acordo com a expectativa de rentabilidade e risco desejada. Com os montantes investidos, a carteira de um fundo pode aceder a diferentes mercados, empresas e sectores, estando menos exposto a eventuais variações de um único título.

Elevada Liquidez
A liquidez nos fundos, ou seja, a capacidade de transformar as Unidades de Participação em dinheiro, é elevada, pois em geral em poucos dias os pedidos de reembolso são liquidados.

Gestão Especializada
A gestão do património dos fundos é da responsabilidade de uma equipa de profissionais, dedicados em exclusivo a procurar as melhores oportunidades de investimento.

Informação permanente
Os fundos de investimento garantem a máxima transparência, com o valor das unidades de participação publicado nos principais jornais, permitindo avaliar o património a todo o momento. Toda a restante informação relevante acerca de cada fundo pode ser consultada junto da entidade gestora e das instituições comercializadoras.

Economias de Escala
Dado os elevados volumes sob gestão, a entidade gestora tem um enorme poder negocial, que lhe possibilita concretizar operações mais favoráveis para beneficiar a carteira do fundo e consequentemente cada investidor.

Acesso aos principais mercados financeiros
Os fundos de investimento possibilitam o acesso dos pequenos investidores às principais praças financeiras do mundo, maximizando a oportunidade de diversificar investimentos.

A Unidade de Participação nos fundos mobiliários

O que é?

A Unidade de Participação é o valor que representa o investimento de cada participante no fundo e a soma das UP’s detidas equivale ao valor total que cada investidor possui. As UPs são valores autónomos, com características idênticas e, no seu conjunto, representam o valor do património global de um fundo de investimento.

A titularidade da UP

A titularidade das UPs corresponde à propriedade do fundo de investimento, proporcionalmente representada por essas UPs.

A cotação e o cálculo da UP

A cotação da UP é o valor que lhe é atribuído, normalmente com periodicidade diária, calculada através da divisão do valor do património global de um fundo de investimento pelo número de UPs que estão emitidas. 

Onde consultar o valor das UP’s

Normalmente, o valor das UPs de todos os fundos de investimento pode ser consultado através das seguintes formas:
• Aos balcões das entidades colocadoras/comercializadoras
• Boletim de cotações da Euronext Lisboa
• Na página de internet das entidades colocadoras e da sociedade gestora
• Alguns jornais diários e semanários de grande circulação 

 

Políticas de Rendimento nos fundos mobiliários

Política de Distribuição

Os fundos de investimento podem ter duas políticas, quanto aos rendimentos que são gerados. Os fundos de distribuição realizam, com uma periodicidade pré-definida, mensal, trimestral, semestral ou anual, uma distribuição de rendimentos de acordo com a performance no período precedente, não existindo qualquer valor fixo determinado a priori. À data da distribuição do rendimento, o valor da unidade de participação é corrigido pelo exacto montante do rendimento distribuído.

Política de Capitalização 

Os fundos que não distribuem os  rendimentos, passando estes a fazer parte do património, chamam-se “fundos de capitalização”. A valorização da carteira do fundo traduz-se no valor da unidade de participação, dado que os rendimentos acumulados são incorporados no valor da unidade de participação. O investidor irá receber o respectivo valor apenas no momento do resgate.

 

A Rendibilidade nos fundos mobiliários

Os fundos de investimento garantem rendibilidade?

Os Fundos de Investimento não garantem uma taxa de rendimento fixa nem, na maioria dos casos, o capital que tenha sido investido. Desta forma, as rendibilidades divulgadas devem ser encaradas como meramente indicativas, espelhando apenas o histórico do comportamento passado.

O que devemos ler nos regulamentos dos fundos?

Existe determinada informação que deve ser levada em conta e que consta do regulamento de gestão, que deverá sempre ser lido antes de se subscrever unidades de participação de um Fundo:
A rendibilidade de um Fundo não deve ser analisada de forma isolada, dado que uma melhor performance de um Fundo de Investimento tem normalmente associado um elevado nível de risco;
As rendibilidades associadas aos Fundos nunca são garantidas. As suas performances são construídas dia após dia e dependem da evolução das cotações dos activos que integram os Fundos;
As taxas de rendibilidade obtidas no passado não podem ser consideradas como garantia de  rendibilidade a obter no futuro.

Como calcular a rendibilidade?

O cálculo de medidas de rendibilidade deve ter por base as seguintes fórmulas:

 

 

 

 

Onde:
UPf - Valor da unidade de participação no final do período de referência;
UPi - Valor da unidade de participação no início do período de referência;
Cr – Comissão de Resgate máxima aplicável pressupondo o resgate total no final do período de referência
Cs – Comissão de Subscrição aplicável
Rj - Rendimento atribuído na data j, por unidade de participação;
UPj - Valor da unidade de participação utilizado na capitalização dos rendimentos distribuídos ou utilizável se os rendimentos distribuídos tivessem sido capitalizados.

 

 

 

Onde n = número de dias do período a que se refere a rendibilidade efectiva utilizada. 

 Como avaliar a rendibilidade?

A rendibilidade de um fundo é função do tipo de activos que constituem a sua carteira de investimentos. Se o activo de base permite mais-valias elevadas, então o fundo poderá reflectir essa realidade com uma rendibilidade superior. A título de exemplo, investir em acções permite uma expectativa de rendimento superior a uma aplicação em obrigações, pelo que será natural que um fundo de acções venha a garantir retornos médios superiores a um fundo de obrigações.

A rendibilidade de um fundo de investimento nunca deve ser avaliada de forma isolada, uma vez que as melhores performances em fundos de investimento têm associado um maior nível de risco.

A conjuntura dos mercados financeiros influencia de forma determinante a performance dos activos base, logo dos fundos de investimento. Ao decidir qual o segmento de fundos de investimento em que vai aplicar o capital, é necessário optar entre as diferentes alternativas existentes. As rendibilidades históricas dos últimos 6, 12 e 24 meses são anunciadas pela Associação Portuguesa das Sociedades Gestoras de Fundos de Investimento Pensões e Patrimónios (APFIPP), divulgadas pelas próprias sociedades gestoras e publicadas em imprensa especializada.

Apesar de ser possível comparar rendibilidades para diferentes horizontes temporais, o mais coerente é analisar um determinado período histórico equivalente com o período do investimento que se pretende fazer. Desta forma podemos exemplificar que para um Fundo de tesouraria bastará avaliar a performance dos últimos seis meses e para um Fundo de acções deverá considerar um período de 3 ou mais anos na  rendibilidade.

Apesar de rendibilidades passadas não constituírem garantia de rendibilidades futuras, este é um  indicador muito usado. Afinal, em termos relativos, se os gestores de uma carteira conseguiram uma boa performance, é razoável admitir que continuem a assegurar uma boa gestão do fundo.

Claro que convém analisar qual o nível de risco do fundo, uma vez que para o fundo conseguir apresentar a melhor performance pode estar a incorrer num nível de risco muito mais elevado face a outros fundos com as mesmas características.

 

O Nível de Risco associado aos fundos de investimento

O que é?

A medida de risco - Indicador Sintético de Risco e de Remuneração - em fundos de investimento é função da volatilidade da evolução do valor da unidade de participação, correspondendo ao desvio padrão de uma série histórica de rendibilidades do fundo.
 


Relação entre o rendimento esperado e o risco

Um fundo de investimento com um nível mais elevado de risco terá um rendimento esperado superior, uma vez que o investidor exigirá uma expectativa de remuneração superior para compensar o maior risco incorrido. O fundo de investimento procurará maximizar o rendimento, tendo em atenção o risco que os investidores estão dispostos a assumir. Por uma questão de transparência e informação aos investidores, os fundos de investimento estão divididos em diferentes categorias, de acordo com o tipo de ativos em que aplicam o capital dos participantes, tendo assim associadas diferentes expectativas de rendibilidade e risco.

Como varia o risco

O risco de um fundo de investimento varia de acordo com o risco implícito dos ativos de base que constituem a sua carteira de investimentos.

Assim, tal como exposto acima, a cada categoria de fundos de investimento está associado um nível de risco diferente. No entanto, também dentro da mesma categoria, o risco implícito pode variar de fundo para fundo, como seguidamente se exemplifica:

Um fundo de obrigações constituído em exclusivo por obrigações do tesouro de um determinado país tende a apresentar um perfil de risco inferior a um fundo que aposte em exclusivo em emissões obrigacionistas de empresas desse mesmo país. Um mesmo fundo de obrigações que invista em obrigações de determinado emitente com maturidade mais curta, tenderá a apresentar um perfil de risco inferior a um fundo que invista em obrigações desse mesmo emitente mas com maturidade mais longa. Da mesma forma, um fundo de ações que invista em exclusivo nas maiores empresas cotadas nas bolsas de valores tende a ser de menor risco face a um fundo de ações que privilegie títulos de empresas de menor dimensão mas com maior potencial de valorização.


Como avaliar a melhor opção

Para avaliar a melhor opção, é importante conhecer a carteira de aplicações do fundo de investimento. Adicionalmente, é aconselhável conhecer a medida de risco do fundo (Indicador Sintético de Risco e de Remuneração – ISRR), calculada e anunciada, de acordo com o Regulamento da CMVM nº 02/2015, de 17 de julho, pela APFIPP e pelas próprias sociedades gestoras e publicada em alguns meios de comunicação, e nos documentos legais do fundo de investimento.  


Indicador Sintético de Risco e de Remuneração

 

  


Para avaliar a melhor opção, é importante conhecer a carteira de aplicações do fundo de investimento. Adicionalmente, é aconselhável conhecer a medida de risco do fundo (Indicador Sintético de Risco e de Remuneração – ISRR), calculada e anunciada, de acordo com o Regulamento da CMVM nº 02/2015, de 17 de julho, pela APFIPP e pelas próprias sociedades gestoras e publicada em alguns meios de comunicação, e nos documentos legais do fundo de investimento.  
A classificação do nível de risco
Após chegar ao valor da volatilidade verificada nos últimos cinco anos, o ISRR e o intervalo de volatilidade que lhe está associado, são definidos de acordo com a seguinte tabela:

 

Custos do investimento em Fundos

As comissões são a principal fonte de receita das Sociedades Gestoras de Fundos de Investimento (SGFIM). Ao investir-se em fundos de investimento, devem ser consideradas as comissões cobradas ao fundo e aos subscritores. 

Comissões cobradas ao Fundo

Comissão de Gestão: Remunera a actividade da entidade gestora, sendo calculada em percentagem do valor global do fundo e subtraído ao valor patrimonial líquido numa base diária. O valor das comissões de gestão depende normalmente dos activos integrantes do fundo, sendo normal que, p. ex., os fundos de acções cobrem comissões de gestão mais altas do que os fundos de tesouraria, dado o maior potencial de retorno e o grau mais elevado de exigência, em termos de gestão operacional, dos primeiros.

Comissão de Depositário: Remunera a actividade da instituição bancária que assegura as funções de depositário/custodiante, normalmente calculada em percentagem do valor patrimonial do fundo e subtraída ao fundo numa base diária.

Comissão de Performance: Alguns fundos cobram ainda comissões de performance no caso de o gestor conseguir obter uma rendibilidade superior a um benchmark pré-definido.

Comissões cobradas ao subscritor/participante

Comissão de Subscrição: Cobrada (no caso de existir) quando da subscrição de novas UP’s, normalmente em percentagem do valor subscrito pelo investidor.


Comissão de Resgate: Cobrada (no caso de existir) quando do reembolso, normalmente em percentagem do valor resgatado pelo investidor face ao prazo decorrido do investimento. As comissões de resgate variam geralmente na proporção inversa do prazo de permanência (ex. 1% até 6 meses, 0,5% até 12 meses, 0% a partir dos 12 meses), como forma de desincentivar a especulação de curto prazo.

 

O prazo de investimento recomendado

Qual o prazo recomendado

 

Após a decisão de investir em fundos, uma questão importante que se coloca é o prazo do investimento. Vai ser necessário ponderar determinados aspectos:
. se vai precisar dos valores investidos num curto espaço de tempo;
. se está a constituir uma poupança para fazer face a uma despesa considerável no futuro (p. ex., uma casa ou um automóvel);
. se prefere poupar para a reforma ou
. se está a gerir uma poupança de segurança.

 

Os diferentes prazos recomendados

 

A resposta a estas questões condiciona a opção entre diferentes tipos de fundos de investimento. As comissões de subscrição e resgate são desde logo uma condicionante quanto ao prazo de aplicação, uma vez que exigem maiores períodos de imobilização de capital para diluir o seu efeito.

 

A oferta ESAF

 

Neste momento, existe uma oferta diversificada de fundos de investimento, com opções para todos os prazos de aplicação.
 

Como obter informação sobre fundos de investimento mobiliário

Como obter informação sobre fundos de investimento mobiliário

 

Uma das principais vantagens de investir em fundos de investimento consiste em poder avaliar continuamente o valor do seu património, o valor das unidades de participação, as condições de comercialização e o cálculo das rendibilidades históricas. Tal é possível através dos seguintes meios:

          Prospecto, IFI - Informações Fundamentais Destinadas aos Investidores e Relatório e Contas do Fundo

No site pode consultar estes documentos na ficha de um fundo em Informação Legal (no fim da folha ao lado direito).
(
Clique para ver exemplo para NB Tesouraria Ativa)

O Prospecto

 

É um documento que reúne as normas de funcionamento do fundo de investimento, a sua política de investimentos, os direitos e obrigações de todos os intervenientes (participante, entidade gestora, banco depositário e entidades comercializadoras). O prospecto é sujeito à aprovação da CMVM (Comissão do Mercado de Valores Mobiliários) aquando da constituição de um fundo e só pode ser alterado pela entidade gestora após a respectiva autorização pela CMVM. O texto inicial do prospecto completo e as alterações subsequentes devem ser divulgadas através do Boletim de Cotações da Euronext Lisboa.

 

O IFI - Informações Fundamentais Destinadas aos Investidores

 

Trata-se de um documento que resume os aspectos essenciais de cada fundo, de forma a que cada subscritor possa fundamentar o seu investimento. Obrigatoriamente, deve ser entregue a todos os clientes no momento da subscrição.
 

 

Relatório e Contas anual dos fundos

 

Resume a actividade do fundo durante o ano em questão, numa perspectiva contabilística. Disponibilizado gratuitamente a todos os investidores que o solicitem.
 
Ambos os documentos estão disponíveis para consulta dos investidores nas entidades comercializadoras, no banco depositário, na entidade gestora e no seu site na internet.

 

Prospecto, IFI - Informações Fundamentais Destinadas aos Investidores e Relatório e Contas do Fundo

 

O Prospecto
É um documento que reúne as normas de funcionamento do fundo de investimento, a sua política de investimentos, os direitos e obrigações de todos os intervenientes (participante, entidade gestora, banco depositário e entidades comercializadoras). O prospecto  é sujeito à aprovação da CMVM (Comissão do Mercado de Valores Mobiliários) aquando da constituição de um fundo e só pode ser alterado pela entidade gestora após a respectiva autorização pela CMVM. O texto inicial do prospecto completo e as alterações subsequentes devem ser divulgadas através do Boletim de Cotações da Euronext Lisboa.

 

O IFI - Informações Fundamentais Destinadas aos Investidores
Trata-se de um documento que resume os aspectos essenciais de cada fundo, de forma a que cada subscritor possa fundamentar o seu investimento. Obrigatoriamente, deve ser entregue a todos os clientes no momento da subscrição.

 

Relatório e Contas anual dos fundos
Resume a actividade do fundo durante o ano em questão, numa perspectiva contabilística. Disponibilizado gratuitamente a todos os investidores que o solicitem.
Ambos os documentos estão disponíveis para consulta dos investidores nas entidades comercializadoras, no banco depositário, na entidade gestora e no seu site na internet.

 

Boletim da Euronext Lisboa

 

Trata-se de uma publicação diária que faz a compilação de informação generalizada acerca dos mercados de capitais e, particularmente, dos fundos de investimento.

 

As cotações das Unidades de Participação são publicadas numa base diária e as composições de carteira numa base mensal. Esta publicação constitui-se assim como uma ferramenta importante de acompanhamento do investimento, por parte de cada cliente.

 

CMVM (Comissão do Mercado de Valores Mobiliários)

 

A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários publica, no seu site www.cmvm.pt, os valores diários das UP’s e as carteiras, resumidas e detalhadas, de todos os fundos de investimento domiciliados em Portugal.

 

Relatório da APFIPP

 

A Associação Portuguesa das Sociedades Gestoras de Fundos de Investimento Pensões e Patrimónios (APFIPP) divulga mensalmente um relatório, onde publica uma completa informação sobre fundos de investimento.

 

Sociedades Gestoras e Comercializadoras

 

Nas Sociedades Gestoras e nos locais de comercialização (balcões, serviços telefónicos e internet) é disponibilizada toda a informação necessária.

 

A fiscalidade dos fundos de investimento

A fiscalidade dos fundos de investimento

 

 

A Legislação Fiscal do Estado-Membro de origem do Fundo pode ter um impacto na situação fiscal pessoal do participante. Para mais informações sigua seguintes links CMVM (Comissão do Mercado de Valores Mobiliários), APFIPP (Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Patrimónios) ou AT (Autoridade tributária e aduaneiora)

Como subscrever e resgatar um Fundo?

a) O Processo de Subscrição

 

A subscrição é efectuada através do preenchimento do "Boletim de Subscrição" dirigido à entidade gestora, o qual está disponível nas entidades colocadoras (bancos ou outros locais legalmente previstos e devidamente autorizados). As UP´s subscritas dão ao Participante o direito de propriedade sobre parte do património do Fundo.

 

b) O débito em conta

 

O débito é posteriormente efectuado na conta corrente do subscritor. Por cada operação de subscrição será realizado um movimento, o qual identifica o valor unitário de cada unidade subscrita, o total de unidades adquiridas e a sua valorização à data, sendo remetidas ao Participante estas informações.

 

c) O processo de Resgate

 

O resgate da UP é efectuado através do preenchimento de um "Boletim de Resgate" dirigido à entidade gestora, o qual é disponibilizado pelas entidades colocadoras. O crédito é efectuado na conta corrente do subscritor. Caso não seja solicitado o resgate total das unidades, o participante será informado sobre o número de unidades de que ainda dispõe.

 

d) UP desconhecida

 

Quer as operações de resgate quer as de subscrição são efectuadas tendo como base o valor da unidade de participação do dia seguinte às respectivas operações, ou seja, tanto as subscrições como os resgates são feitos com UP desconhecida.

 

e) Locais de Subscrição

 

Os comercializadores dos fundos da ESAF estão discriminados nos respectivos prospectos.

 

Os diversos tipos de fundos

Os fundos de investimento mobiliário investem em mercados financeiros regulamentados, nacionais e internacionais, onde são transaccionados diferentes tipos de activos mobiliários, como obrigações ou acções. Podem também fazer aplicações de liquidez através dos mercados interbancários.

 

Os fundos de investimento mobiliário diferenciam-se de acordo com o tipo de activos em que realizam as suas carteiras, devendo ser classificados em função do prazo de investimento, expectativa de rendibilidade e risco. 
 

 

a) Fundos de Tesouraria Euro

Os Fundos de Tesouraria Euro realizam a carteira de investimento em activos de curto prazo de emitentes da Zona Euro, estando a sua performance relacionada com a evolução dos indicadores dos mercados monetários de muito curto prazo (a 3 meses, vulgarmente).

 
Constituem a melhor alternativa para aplicações de curta duração, de 1 a 12 meses, oferecendo uma remuneração equiparável a um depósito a prazo bancário. No entanto, apresentam como vantagens à alternativa bancária a exigência de mínimos de investimento mais reduzidos e uma maior flexibilidade, uma vez que garantem uma liquidez permanente. Os fundos de tesouraria estão, na sua maioria, isentos de comissões de subscrição e resgate, o que permite resgatar a aplicação a qualquer momento sem encargos.
 
Os títulos de dívida pública do Estado, como Bilhetes do Tesouro, constituem uma parte significativa da carteira destes fundos. O investimento em obrigações, papel comercial e em depósitos à ordem e a prazo também completam as suas carteiras.

 

b)  Fundos de Tesouraria Internacionais

Os Fundos de Tesouraria Internacionais realizam a carteira de investimentos em aplicações financeiras de curto prazo denominadas em divisas. Os fundos de tesouraria constituem soluções de investimento de curto prazo, privilegiando a aplicação no mercado monetário e em depósitos de curta duração.

 
Os fundos de tesouraria internacionais privilegiam as moedas de economias desenvolvidas, como o dólar americano, a libra esterlina, o franco suíço ou o iene japonês.
 
Os fundos de tesouraria apresentam um nível de risco médio, uma vez que podem apresentar variações negativas face a uma valorização do Euro relativamente às divisas de aplicação da carteira de investimentos.
 
O risco cambial pode assumir um especial relevo, ou seja, as variações do valor da UP ocorrem em função das oscilações das divisas em que os activos do fundo estão denominados.

 

c) Fundos de Mercado Monetário

São similares aos fundos de tesouraria, mas possuem uma maior percentagem do seu património investido em aplicações de curto prazo e de elevada liquidez e em depósitos disponibilizados pelos bancos.

 

d) Fundos de Obrigações de Taxa Fixa Euro

Privilegiando a política de investimentos de médio a longo prazo, os fundos de obrigações de taxa fixa encontram-se fundamentalmente expostos ao risco de taxa de juro associado às obrigações de taxa fixa, cujo valor se altera em função da variação das taxas de juro de mercado, valorizando-se em caso de descida de taxas de juro e desvalorizando-se em caso de subida.

 
Os fundos de obrigações de taxa fixa Euro realizam assim a sua carteira de aplicações em títulos de dívida cotados nas Bolsas de Valores da Zona Euro, com a dívida pública a representar geralmente uma grande fatia da carteira de investimento desta categoria de fundos.

 
e) Fundos de Obrigações de Taxa Fixa Internacionais

Estes são fundos cujo investimento principal é constituído por títulos de dívida cotados em bolsas de valores internacionais, como por exemplo, americanas, europeias (dentro e fora do espaço Euro) e asiáticas.
 
São fundos que estão sujeitos ao risco de taxas de juro, por via das aplicações de taxa fixa. Podem igualmente estar sujeitos a risco cambial, por investirem em activos denominados em diferentes moedas.
 
Este tipo de fundo tende a constituir uma alternativa de investimento especialmente atractiva, quando os mercados accionistas atravessam períodos de maior turbulência, surgindo como um investimento de refúgio dos investidores em acções.
 
O nível de risco das obrigações de taxa fixa internacionais ou Euro, é intermédio, sendo superior ao risco das obrigações de taxa indexada. Constitui uma interessante alternativa de investimento numa expectativa de aforro de médio / longo prazo.

 

f) Fundos de Obrigações de Taxa Indexada (variável) Euro

Os Fundos de Obrigações de Taxa Indexada constituem as suas carteiras de investimento investindo em obrigações de taxa variável, sejam obrigações do Estado, ou obrigações de empresas da Zona Euro.

 
Numa emissão obrigacionista de taxa indexada, o rendimento das obrigações varia em função de uma taxa indexante de referência do mercado monetário.
 
Por exemplo, o indexante normalmente utilizado na Zona Euro é a Euribor a um prazo de 6 meses, uma taxa fixada entre os principais bancos europeus com divulgação diária nos principais meios de comunicação.
 
A expectativa de rendibilidade de um fundo de obrigações poderá ser próxima da taxa Euribor - 6 meses, sendo o nível de risco reduzido, uma vez que não é normal que se verifiquem variações de grande amplitude. Os fundos de obrigações com melhor performance privilegiam emissões obrigacionistas privadas com níveis de remuneração mais atractivos face aos títulos de dívida pública, embora com um grau de risco ligeiramente superior.

 

g) Fundos de Obrigações de Taxa Indexada (variável) Internacionais

A grande diferença entre este tipo de fundos e os Fundos de Obrigações de Taxa Indexada Euro, é o seu espaço de investimento. No restante, aplicam-se as mesmas regras.

 
O nível de risco é igualmente reduzido, sendo que o indexante poderá variar consoante a principal zona geográfica do investimento.
 
O prazo de investimento mínimo recomendado é de um ano, sendo assim uma boa opção para aplicar o seu património com segurança e liquidez. Os fundos de obrigações de taxa indexada tendem a superar a remuneração dos depósitos a prazo, permitindo um nível de risco muito baixo, com a flexibilidade de um investimento mínimo reduzido e permanente liquidez.

 

h) Fundos Especiais de Investimento (FEI)

São fundos não harmonizados, isto é, não estão sujeitos às mesmas restrições que os restantes fundos, tanto no que se refere ao tipo de activos que podem integrar a sua carteira como ao peso que cada activo pode ter. São dirigidos a investidores específicos, definidos nos documentos legais do fundo (prospectos e regulamentos).

 
As carteiras destes fundos podem integrar valores mobiliários, liquidez, derivados e outros activos (avaliados de forma periódica) que:
 
- Sejam bens duradouros,
- Não sejam prédios urbanos e rústicos
- Tenham um valor definível
- Não resultem directamente da exploração de actividades agrícolas
 
Devem obedecer ainda aos seguintes requisitos:
- O nome do fundo deve identificar e limitar a política de investimentos;
- A carteira do fundo deve ser principalmente composta pelo tipo de activos referidos no seu nome;
- A subscrição deve ser feita através de um boletim de subscrição aprovado pela CMVM, onde deve conter uma menção ao risco inerente ao fundo.

 

i) Fundos de Acções Nacionais

Constituem as suas carteiras de investimento investindo em acções nacionais cotadas na Euronext Lisboa. A rendibilidade destes fundos é função directa da performance dos índices accionistas, como o PSI-20.

 
Numa perspectiva de investimento de longo prazo, os fundos de acções apresentam uma boa perspectiva de rendibilidade, no conjunto das alternativas existentes. No entanto, é possível que em alguns períodos de descida do mercado accionista, os fundos de acções registem menos-valias. O investidor deve assim estar consciente do potencial de valorização do seu património, mas também do nível de risco que está disposto a assumir.
 
O diferencial de rendibilidade entre os diferentes fundos de acções é bastante relevante, sendo aconselhável uma avaliação prévia da performance dos fundos com melhor rendibilidade histórica.

 

j) Fundos de Acções Euro

Os fundos de acções Euro investem em acções cotadas em bolsas de valores da Zona Euro. São caracterizados pela sua nula exposição cambial, dado que na sua totalidade, os títulos constantes nos seus portfolios são denominados em Euros.

 
Este tipo de fundo tende a ser menos volátil que os fundos de acções nacionais, dado que os seus investimentos envolvem geralmente uma globalidade muito superior, quer pelo número de títulos, quer pela diversidade de países.
 
Tal como os fundos de acções nacionais, os fundos de acções Euro constituem-se como boas oportunidades de investimento de longo prazo.

 

k) Fundos de Acções da União Europeia, Suíça e Noruega

Estes fundos caracterizam-se pelo investimento em activos de bolsas de valores dos 25 países da U.E., da Suíça e Noruega. Ao contrário dos fundos de acções Euro, estes podem incorporar algum risco cambial, dado que nem todos os países têm o Euro como moeda corrente.

 

l) Fundos de Acções Internacionais
Os Fundos de Acções Internacionais investem em acções cotadas em bolsas de valores internacionais. Normalmente, os fundos de acções internacionais especializam-se em determinadas bolsas de valores, como por exemplo as dos Estados Unidos, da Ásia ou de Mercados Emergentes. Podem ter também uma perspectiva global.

 
Os indexantes de referência são os índices bolsistas dos mercados onde o fundo de acções estiver a investir. Por exemplo, para um fundo internacional especializado em acções dos EUA, a referência deverá ser o Índice Dow Jones da Bolsa de Valores de Nova Iorque.
 
Estes fundos, ao investirem em mercados fora da Zona Euro, incorporam risco cambial. Uma desvalorização do euro face às moedas em que estão investidos os activos do fundo vai representar uma mais-valia adicional, enquanto uma valorização do euro significa uma menos-valia a abater à valorização da carteira de investimentos.
 
Os fundos de acções internacionais surgem como uma oportunidade de investimento de longo prazo, tal como sucede com os restantes fundos de acções.
 
O diferencial de rendibilidade que os fundos de acções apresentam justifica uma análise atenta da rendibilidade histórica dos fundos, da composição da carteira de investimento e perspectiva de evolução dos mercados de capitais de referência.

 

m) Fundos Mistos

Os fundos mistos investem simultaneamente em acções e obrigações. Este tipo de fundo, quer seja predominantemente accionista ou obrigacionista, tem um elevado potencial para surgir como um bom compromisso de risco e rendibilidade, devendo ser considerado como uma aplicação de médio/longo prazo para investidores que apostam em rendibilidades superiores, sem no entanto correrem um risco demasiado elevado, face a uma aplicação em obrigações.

 
Os prospectos de um fundo misto devem indicar claramente se este investe predominantemente em acções ou em obrigações, e quais os limites ao investimento em cada classe de activos.
 
Os fundos mistos predominantemente de obrigações gozam de uma maior flexibilidade face aos fundos de obrigações tradicionais, dado poderem ter componentes accionistas nas suas carteiras, promovendo rendibilidades superiores e um grau de diversificação bastante alargado.
 
Nos fundos mistos predominantemente de acções, o risco incorporado é na sua maioria o dos mercados accionistas da área geográfica que o fundo privilegia, beneficiando também da diversificação que a componente obrigacionista, embora reduzida, possa ter.

 

n) Fundos Flexíveis

Os fundos flexíveis têm, ao contrário dos fundos mistos, liberdade para mudar em qualquer altura a distribuição por classes de activos da sua carteira. Por outras palavras, um fundo flexível não se compromete com limites mínimos ou máximos de investimento em acções ou obrigações, podendo, p. ex., estar num momento totalmente investido em obrigações e, passados uns meses, ter apenas acções na sua carteira.

 
A decisão da composição da carteira cabe ao gestor, o qual pode, a cada momento, investir nos activos que lhe apresentem melhores perspectivas de valorização. Estes fundos são, contudo, fundos harmonizados, pelo que só podem investir em valores mobiliários, instrumentos do mercado monetário e instrumentos financeiros derivados. Não podem, p. ex., investir em mercadorias, imóveis, moedas ou obras de arte. Terão ainda que respeitar as regras de composição de carteiras no que respeita à concentração por emitentes (p. ex., a exposição a um mesmo emitente não pode, por regra, ultrapassar 5% do património do fundo).

 

o) Fundos de Fundos

Os fundos de fundos investem em unidades de participação de outros fundos de investimento. A principal vantagem consiste no potencial de diversificação de risco por tipo de activos que os fundos de fundos permitem, uma vez que podem combinar num mesmo produto aplicações em acções com obrigações ou monetário, de acordo com o tipo de fundos que privilegiem para constituir a sua carteira de aplicações. Um fundo de fundos tem a flexibilidade suficiente para reagir à evolução dos mercados financeiros, procurando sempre o melhor compromisso de risco e rendibilidade.

 
Ao investir em fundos de fundos é importante avaliar a sua política de investimentos, que determina o nível de risco e potencial de rendibilidade. Por exemplo, um fundo de fundos que componha a sua carteira com 80% de fundos de acções tem um perfil de risco superior face a um fundo com uma carteira com 80% de fundos de obrigações.
 
Os fundos de fundos surgem como uma opção de investimento de médio ou longo prazo, de 12 meses a 3 anos. São uma solução de investimento atractiva para quem deseje constituir uma poupança diversificada, aceitando o risco definido pelo tipo de fundos em carteira.

 

p) Fundos de Capital Garantido

Estes fundos têm geralmente prazo de vencimento pré-definido, sendo o investimento inicial garantido nessa data pela sociedade gestora. Regra geral, só os subscritores que se mantenham desde o início ao fim do prazo de duração do fundo têm o seu capital garantido. Todas as subscrições e resgates ocorridos entre essas datas estarão sujeitos às oscilações próprias dos mercados em que investem.

 
A sua valorização está em regra associada ao desempenho de um benchmark, que poderá ser uma carteira de índices, de acções, de fundos ou uma taxa de referência.
Eventualmente, a sociedade gestora pode optar por prorrogar a duração inicial do fundo.

 

q) Fundos de Poupança Acções (FPA)

Os Fundos de Poupança Acções (FPA ou PPA) realizam a carteira de investimentos em acções cotadas na Euronext Lisboa, exigindo-se que a componente de investimento em acções atinja um mínimo de 50% do valor da carteira. Desta forma a performance dos PPA está directamente relacionada com a evolução dos índices bolsistas da Euronext Lisboa.

 
Ao realizarem a carteira em acções, os PPA são um investimento com um nível de risco elevado mas com um bom potencial de valorização. As acções constituem a fórmula de investimento mais rentável no longo prazo nos mercados de capitais desenvolvidos, adequando-se assim a um prazo de aplicação como o proposto pelos PPA, que é de 6 anos.

 

r) Fundos de Poupança Reforma (PPR)

Os PPR são planos de médio/longo prazo dedicados a poupança da família que podem permitir atractivas taxas de rendibilidade para os seus investimentos. Este produto serve como um complemento para a reforma e despesas com a educação (em curso do ensino profissional ou do ensino superior) dos membros do agregado familiar.

 
Este produto permite-lhe, ainda, obter liquidez em situações de urgência que afecta directamente o titular do contrato ou qualquer um dos membros do agregado familiar.

  

s) Agrupamentos de Fundos

Os agrupamentos de fundos são constituídos por um conjunto de fundos de uma mesma sociedade gestora. Caracterizam-se por englobarem um universo de fundos pertencentes a diferentes categorias, com perfis de risco e rendibilidade variados.

  
Os agrupamentos de fundos garantem ao investidor a flexibilidade de organizar a composição de um portfolio de activos, com diferentes níveis de risco e rendibilidade, podendo alterar a sua composição sem ter que suportar qualquer custo adicional em termos de comissões de resgate ou subscrição. São uma forma de o investidor poder ajustar o seu portfolio de investimentos às condições dos mercados financeiros, sem incorrer em custos de transacção.

 

Nota: Apesar de não comercializar nenhum Agrupamento nos termos instituídos pela CMVM, a ESAF possibilita, exclusivamante aos clientes do Banco Espírito Santo, a transferência entre diversos dos seus fundos mobiliários sem que seja cobrada quaisquer comissões de resgate ou de subscrição (excepção apenas para o ES Estratégia Activa). Os fundos que fazem parte do "Agrupamento Operacional de Fundos" (AOF) da ESAF estão assinalados no Quadro de Condições Comerciais, bem como nos Prospectos Completos.
 

t)  Fundos de Investimento Imobiliário Aberto

São fundos cuja carteira é constituída essencialmente por imóveis, contituindo uma aplicação de médio prazo, com elevada segurança e potenciando uma rendibilidade superior aos tradicionais produtos financeiros. Podem desenvolver as seguintes actividades:

- Aquisição de imóveis para revenda, arrendamento e outras formas de exploração onerosa;
- Projectos de construção de imóveis com o objectivo de desenvolver uma das anteriores actividades.

 

 

u) Fundos de Pensões

Tratam-se de fundos destinados à constituição de complementos de reforma. Tal como os fundos de investimento mobiliário podem assumir vários tipos de risco. Contudo, os fundos de pensões, pelas suas características intrínsecas, só permitem o levantamento dentro das condições previstas na Lei e no respectivo Regulamento de Gestão, nomeadamente:

 - em caso de doença grave ou incapacidade permanente para o trabalho;
 - em caso de desemprego de longa duração;
 - em caso de doença grave ou incapacidade permanente para o trabalho.

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